domingo, 31 de outubro de 2010
Loucura
Cada vez que te via,
Sentia como se uma luz me atingisse.
Uma luz intensa e quente,
Luz que me queimava e me cegava...
E o ardor da paixão
Não me fazia ver os defeitos
“Para mim, tu és perfeito”,
Dizia em exaustão.
E todos me diziam por louca.
A lucidez a mim não pertencia,
Porque a luz, todas às vezes que te via,
Secava-me a boca.
E cada vez que me afastava
Na escuridão solitária me encontrava
E então, estava sã outra vez.
Mas a todo o momento desejava a loucura amiga,
Que de todos tornou-se inimiga,
Já que eras um vilão estúpido,
Pior que um político corrupto.
domingo, 10 de outubro de 2010
Escritura
Escrevo como quem desenha nuvens com os dedos
Com palavras que ganham a força das formas de algodão:
Primeiro um cachorro, depois um homem, por fim, um nada.
Tudo traduz minha emoção.
Escrevo para que meus versos registrem minha vida
Que escorre veloz, efêmera,
Que segue contraditoriamente contida...
Escrevo,
Me arrasto em prosa, versos, rima;
Escrevo,
Buscando alívio para a dor que no peito desatina.
Assinar:
Postagens (Atom)

